Muitas formas de ensinar não se justificam mais

Publicado em: 09/07/2018 | Compartilhar

Perdemos tempo, aprendemos pouco, nos desmotivamos muito. Tanto professores como alunos têm a clara sensação de que algumas aulas são uma perda de tempo

 Podemos modificar a forma de ensinar e de aprender?

Sim, por meio de um ensino mais compartilhado. Orientado, coordenado pelo professor, mas com profunda participação dos alunos, individual e grupalmente, onde as tecnologias ajudarão muito, principalmente as telemáticas. Ensinar e aprender exigem atualmente mais flexibilidade e tempo, pessoal e de grupo, menos conteúdos fixos e processos mais abertos de pesquisa e de comunicação. A maior dificuldade é conciliar a extensão da informação, a diversidade das fontes de acesso, com o aprofundamento da sua compreensão, em espaços menos rígidos, menos engessados.

Hoje temos à disposição muitas informações, assim como dificuldade em escolher quais são as significativas e conseguir agregá-las em nossa mente e vida. Atualmente, a aquisição da informação depende cada vez menos do professor. As tecnologias trazem dados, imagens, resumos de forma rápida e encantadora. O principal papel do professor é ajudar o aluno a interpretar os dados, a relacioná-los e a contextualizá-los. Aprender também depende do aluno para incorporar a real significação da informação e incorporá-la - vivencialmente e emocionalmente.

Enquanto a informação não tiver significado no contexto pessoal, intelectual e emocional, não será aprendida. Hoje temos um amplo conhecimento horizontal - sabemos um pouco de muitas coisas, um pouco de tudo. Falta-nos conhecimento mais profundo e mais integrado. Uma das maiores dificuldades em ensinar atualmente se deve pelos seguintes motivos: gerenciamento autoritário, o não acompanhamento das mudanças na educação, a busca do sucesso imediato, o lucro fácil, o marketing como estratégia principal. O professor deve ser um facilitador, que procura ajudar o aluno avançar no processo de aprender. Entretanto, possui limites do conteúdo programático, do tempo de aula e das normas legais. Ele tem liberdade concreta, na forma de conseguir organizar o processo de ensino-aprendizagem, mas dentro dos parâmetros básicos previstos socialmente. O professor deve facilitar a fluência, a organização e adaptação do curso a cada aluno, mas existem limites que todos devem levar em consideração. A personalidade do professor para o êxito do processo ensino-aprendizagem. Muitos não sabem explorar as potencialidades da interação. Se for preciso trabalhar com um grupo, o professor poderá não atender todas as expectativas individuais. A criatividade está em encontrar formas de aproximação dos alunos aos objetivos propostos pelo professor. Não se pode dar aula da mesma forma para alunos diferentes, para grupos com diferentes motivações. É preciso adaptar as metodologias, as técnicas de comunicação para cada grupo. Existem alunos que estão mais aptos para aprender um determinado conteúdo do que outros. Existem alunos que podem estar distantes, mas, se o professor souber aproximar-se dos alunos, mostrando-se aberto, confiante, motivador e sensibilizando-os para o que eles irão aprender no curso, certamente eles aprenderão. A partir daí torna-se fácil ensinar. 

Tags: Professor Sem Fronteiras; Artigo Prof. Carlos Dorlass

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